terça-feira, 11 de agosto de 2009

O corpo




Um corpo caiu
Ao pensar em transgredir
Outro corpo pensou
Corpo pensa, o corpo pensou
Um outro observa
Os corpos que caem ao pensar em transgredir
A bailarina executa os passos do corpo observador,
Sem que esta tome conta,
Ao pensar que o corpo observador a observava
Ela passou de objeto olhado para olhante
E assim o corpo da bailarina caiu.
Ao pensar em transgredir

domingo, 9 de agosto de 2009

Confissão do tal desejo


É madrugada de lua cheia aqui na cela, as irmãs foram se deitar,

pois após nossa oração quando fazemos a ceia nos é dada a instrução de retirar-mos para nossas celas.

Sinto frio, as paredes de minha cela são tijolos do século XVI fazendo a cela ficar úmida e gelada, sinto um arrepio, pois meu corpo esta quente.

Sinto uma respiração ofegante vindo da outra cela, como se o corpo da irmã ao lado estivesse num tremor, como se a tentação a possuísse.

Pensamentos vem a tona. Então eu rezo.

E nao consigo evitar tais pensamentos, olha pela janela de minha cela, a lua parece me chamar. Rezo e me deito ao chão em penitência.

Estou suada, a respiração da irmã é de tal intesidade que penso em banhar-me.

Procuro meu terço me ajoelho.

Sinto meus cabelos molhados. rezo...

e cansada ...

adormeço .

DECIDIDO


Solteiro aos 39 anos

resolverá se casar,

cançara-se da vida de bórdeis

e sexos casuais...

DEPOIMENTO DA MULHER DESESPERADA II


Senti meu útero doer, quando minha cria se perdeu pra sempre na imensidão daquele hospital gelado e úmido
Apenas c
horei, por um instante me senti mulher, e noutro um graveto da caatinga, seco, duro, vazio, apenas o som dos urubus eu sentira e nada mais. Meu nome é Claudia, mas posso ser Luiza, tantos nomes, uma fuga de mim própria talvez. Perdeu a identidade dissera a médica no corredor do hospital escuro, fétido e gelado.
Minha identidade que gerava, e que se gerava para a vida realmente se perdeu. Não mais mulher, e isso é como a morte que vem galope, e onde o tempo custa a passar. Por isso escrevo, e pindaro toma conta de Claudia, de Luiza, para dar vida a vida alheia. Isso me conforta. Perdi minha identidade, e minha identidade se perdera.

sábado, 8 de agosto de 2009

Depoimento da Mulher desesperada


Chega um momento
que tudo o que você pensou que fosse
pra sempre, não foi.
Quando chega esse momento
é preciso fazer as malas desfeitas
E fazer um novo recomeço.
tudo o que você amava, não te ama mais
e males entendidos se estabelecem
fazendo você ser a pessoa menos desejável e menos atraente, menos tudo.
Quando chega esse momento, as tentativas já não dão certo.
Então é preciso Partir.
Fica apenas a saudade da saudade.
E preciso aprender a ser só

O Cais


Num pensamento repentino, ela descobrirá que gastará muito tempo de sua vida na janela, não aproveitando o sabor das marés da existência própria.
Ela via as marés passarem pela janela de sua sala úmida, e com medo não se atirava.
Joana não resistiu, alheia aos seus pensamentos lembrava de Veríssimo : " E eu que não chegarei aos 30, pelo menos não inteiro".
Joana aproveitou, apoio-se ao peitoril, subiu, e se atirou na maré que estava alta.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mário beijou-lhe as partes




E por falar em leitura erótica:
Deitada na cama, sentiu um tremor repentino, um frenesi, como nunca sentira antes. Mário acabara de acordá-la beijando-lhes as partes, nunca a beijara daquela forma, e num vai e vem, onde os lábios tocavam os lábios de Mário, a mulher sentiu algo. Como se sua alma transcendesse, e num grito, adormeceu feito um anjo.